1 de dezembro de 2016

Em...

Em apatia de escrever e publicar aqui no blog, senti necessidade por Empatia. Pela tragédia com o time de futebol da Chapecoense e tudo dentro e acerca do ocorrido. 
O inesperado, o que podia ter sido evitado,  o espetáculo do futebol envolver riscos, ser profissão, pais distantes de seus filhos, filhos de seus pais, amigos. Pessoas tendo que obedecer regras e se sujeitar a situações complicadas, além do glamour que é recorrente ser exibido, as famílias, que ficam com a dor, mas ficam e quem se foi, foi! As reações, os desdobramentos desses acontecimentos, das perdas. O lhe dar, o falar da morte.
A empatia contudo, não é um sentimento genuinamente positivo, fui chamada a reflexão em meio  ao acompanhamento das notícias. Empresas, a mídia, advogados. e outras tantas pessoas jurídicas e físicas, fazem uso desse sentimento para obter resultados. Pensando nisso e amante das palavras e seus sentidos e sentires, a palavra e o sentimento de compaixão cabe melhor nesse vazio, nessa sacudida que a queda desse avião provocou.
A compaixão pergunta como podemos ajudar, além de no lugar do outro se colocar. Ainda que a ação seja não fazer nada, não falar bobagens, não fazer piada, não julgar. Se tiver fé e ainda que não tenha: orar. Subir um morro enlamassado na chuva para socorrer estranhos, fazer homenagens, oferecer ajuda efetiva sem querer nada em troca.
Usar o problema alheio para redimensionar os nossos é válido e parte do que podemos e devemos fazer. "Amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade, não há". Somos gotas d'água, grãos de areia.

29 de novembro de 2016

Além das telhas 
Nuvens
Estrelas
Em telhados mundo a fora
Bolas
Pq futebol é mais que um jogo
E eu que amo
E também amo telhados
Sensação de não ter teto
Com a bola furada
Chocada
Dormi feliz com o jogo do meu Vitória
Acordei triste com a tragédia da Chapecó
#somostodoschape

18 de outubro de 2016

Oi!

Passando para tirar o pó do blog, que já teve um post por dia. O que houve? Vou contar...
Minha alegria e constância de postar foram sendo minadas pelas muitas partidas e poucas chegadas de leitores. Pela preferência coletiva gradativa por outras redes sociais., tal e coisas, coisas e tal.
Um diário, um ensaio, um querer, poder, ser ou vir a ser escritora, um descobrir e me descobrir na poesia, a necessidade e o gostar de me expressar, conversar, trocar idéias, opiniões. Um contar  da vida em crônicas, em fotos, em fatos e fantasias. Cotidiano, passado, presente, futuro. Assim para mim era e ainda é esse espaço.
Uma caixinha,  as vezes quintal, de descobertas, alinhamentos, desalinhos, amizades, terapia, filosofias, futilidades, temas sérios e amenidades. O que não gosto. O amar por conhecer, o amar exatamente por não conhecer (pessoas, lugares, coisas).
Estou aqui, a garimpar o que já postei, tenho pensado apostar no  idealizado e tão sugerido livro, talvez. Tirando coisas das gavetas, guardando no sótão, me desfazendo de algumas, inventando outras. Porque a vida é assim, muitos era uma vez, é a vez, serão as vezes, com páginas sempre a serem escritas.

1 de outubro de 2016

Eu noveleira e escritora

Ai, quando eu soube não tinha ainda um fim gravado para a novela Velho Chico que dentre as tragédias ambientais e humanas contadas teve uma real, me ocorreu um final, uma homenagem ao moço palhaço e poético, um olhar para rio com o desafio de desassociar essa perda a mostrar as tantas que ele, o rio, foi submetido
Dos meus personagens e atuações favoritas, Bento dos Anjos (nasceu pra ser ator o cabra) e Seu Zé Pirangueiro foram os mais mais. Pensei então num papo dos dois com uma carranca feita por Dona Ceci, sendo os três tão envolvidos com as crenças, a cultura, a natureza, os três puros, alegres e tristes como um palhaço, próximos ao personagem e a pessoa de Domingos Montagner.
Esse papo, seria tipo um contar de história para o neto de Santo, um recitar de cordel, uma adaptação de uma adaptação, dos muitos poemas de Manoel de Barros, que foi homem de rio e que tão lindamente foi traduzido em: A língua das coisas, curta da Caraminhola Filmes, selecionado pelo Programa Curta criança, do Ministério da Cultura em parceria com a TV Brasil. Na história, uma criança que cresceu ouvindo os contos de seu avô, homem que o criou e que sempre tentava fazer com que ele aprendesse as coisas da natureza, da vida, a língua do rio, dos bichos, das plantas, a pescar palavras. Que na novela e na vida faltou a todos.
O menino, cansado da rotina da roça, inventou de ir para a cidade aprender a “língua de gente” e um dia, a mãe de Lucas lhe dá a notícia que o avô faleceu e o jovem volta ao sítio onde foi criado, abalado por ter perdido o Avô, ele vai direto pro rio, cenário de diversos aprendizados, em busca de conforto ao seu coração. Sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas até ele pela correnteza, mostrando que as histórias contadas pelo seu avô continuam vivas em sua memória e sempre estarão lá e para finalizar um vídeo do moço se banhando no rio com a frase de Guimarães Rosa: " Saudade é ser, depois de ter".
Não sei você, mas eu acho que ia ser legal e se quiser ver o curta clica aqui.

23 de setembro de 2016

Sobre asas por dentro

Feito de varinhas de madeira e folhas de papel seda
Graças as aulas de artes
Que muito além de habilidades e técnicas que podem ser úteis para um pintor ou um Doutor
Convidam e desenvolvem a sensibilidade
E foi também graças a geometria essa obra de arte
Sabe de onde vem e quem inventou, quem fez e quem vê, graças as aulas de história
Ou aos livros de literatura
Como voou as de física
Foi usado em uma apresentação teatral
Dessas que tem dança
Trabalho em grupo
Essas coisas que se aprende nas aulas de Educação física
Enfim
Cortes nas asas do educar essa reforma da educação
Que é e sempre será interdisciplinar
Além do que ensina para variados usos cada matéria, que parece não importar aos 14, 15, 16
Ensina a ouvir sem gostar
A buscar a nota para passar
Porque ter que aprender...se não vou usar em...
Porque conhecimento nunca é demais
Porque com base múltipla, múltiplos são os caminhos
Tarja branca para o ensino
Filosofia, poesia
Tarja preta para essa involução
Eu cá só observando
Lamentando
E agradecendo ter crescido nos anos 80
Além de uma raivinha de ter que aplaudir a Argentina
Inseriu essa semana mesmo, cinema ao currículo escolar 
Perdemos de goleada
O ato de ver não é coisa natural disse Rubem Alves
Precisa ser aprendido
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem
#doquevejopensosinto