12 de dezembro de 2012

Sem luz e iluminados

Ontem fugindo dos filmes mil vezes já vistos e das notícias que eu prefiro não ver, achei um documentário no canal Sesc TV que rendeu várias anotações, que virarão crônicas com certeza e que traduzem algumas das minhas opiniões e sentimentos, me senti alumiada.
Em resumo, o documentário é composto de histórias, em imagens e relatos de famílias do Sítio São Francisco, no sertão pernambucano, falando sobre suas rotinas, sobre vida, morte, felicidade, amor, natureza, dinheiro e fé. Na ocasião das filmagens a comunidade ainda não tinha energia elétrica, que chegou uma ano depois. A água encanada também havia acabado de começar a chegar. 
O documentário quis mostrar realidades adjacentes a toda modernidade e complicação do século 21, um retrato do cotidiano e da visão de mundo de pessoas que tiram o chapéu ao falar o nome de Deus, que não querem explicações para tudo ou se permitem ter cada uma sua própria explicação sem se atritar, que tem como relógio o nascer e o pôr do sol, que olham a noite as estrelas do céu, a terra, o(a) companheiro(a) com a atenção que olhamos para nosso aparelho de TV.
Clica aqui para ver uns trechinhos e volta para comentar.

7 comentários:

  1. Fui assistir e voltei... Achei maravilhoso, pois adoro a simplicidade. Lindo vídeo
    Beijos.
    Élys.

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  2. Tina querida! adorei...também procuro fugir da televisão de um modo geral, mas quando achamos algo assim, é simplesmente maravilhoso...adoro passar por aqui e ler tuas postagens! pena que nem sempre temos tempo para comentar! beijos e boa semana.

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  3. O bom seria é ter a opção de ver TV,
    mas preferir ver estrelas! né?! :)

    Bjs passarinha fofa

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  4. Que coisa linda,Tina! Pessoas que com pouco tem tanto ,bem ao contrários dos que se acham e dos que a cada dia, precisam mais e mais! beijos,chica

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  5. Tina, que aula de vida. Você ve um documentário desses e traça um comparativo da vida que você leva com a vida que eles levam. Claro que cada um tem seu ponto de vista. Eu acho que nós fomos criados para viver em comunidade como eles vivem. Cada um com sua família, mas sendo sempre todos por um e um por todos. São felizes, respeitosos, trabalhadores... Imaginar que em muitos paises de primeiro mundo existe uma equipe de segurança nas estações de Metrô pronta para evitar que pessoas pulem na frente dos trens (suicídio). São seres humanos iguais que vivem em lugares diferentes.
    Dá uma ótima reflexão isso tudo. Valeu Tina. Esse algo também nos é comum. Sempre que posso assisto a esses documentários. Parece que as esperanças de um mundo melhor estão ali.
    Um abraço
    Manoel

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  6. Muito triste ter conhecimento de que essa é a realidade. O que para muito de nós é uma facilidade, para uma porção é algo raro...

    E como nós, que temos a luz a nosso dispor, nos atrapalhamos quando falta energia... Ficamos perdidos, paramos nossas atividades. E isso dura pouquíssimo perto de famílias que passaram anos vivendo de outras formas de iluminação...

    Abraço.

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