14 de agosto de 2013

Conexão arcos e flechas

"O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
E vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria
Pois assim como ele ama a flecha que voa
Ama também o arco que permanece estável"
O autor das palavras é Khalil Gibran, nascido em 6 de janeiro de 1883, nas montanhas do Líbano, cercado por cedros milenares. Tinha apenas oito anos o futuro ou já escritor, poeta, filósofo, pintor quando um temporal caiu sobre sua cidade, olhando fascinado para a natureza em fúria ele abriu a porta e saiu correndo com os ventos. Quando a mãe o alcançou, apavorada, ele disse: "Mas mamãe, eu gosto das tempestades".
Meu filho por exemplo, sempre gostou de monstros e Bernardo, um amigo mirim, de trilhos. É com os monstros que encaramos e com os que sabemos ser inventados e inofensivos que aprendemos a ser destemidos e fortes. É pelos trilhos parados, por onde trens e pessoas passam e tudo segue, que histórias passam e ficam. É pelas conexões de leituras, lembranças, pensamentos, aprendizados, ensinamentos, amizades que muitas histórias vem e vão.
Fiz uma postagem onde falei da Editora Arqueiro e seu fundador na sexta passada e no trajeto das histórias que unem, a amiga Ana, mãe de Bernardo e Julia foi a uma feira de livros com eles e lá estava um stand da Editora Arqueiro que talvez passasse despercebida. Ela então me contou essa história e ao pesquisar e não achar um pensamento de Khalil Gibran que li em um livrinho que folheie na Livraria Cultura, a conexão arqueiria entrou mais uma vez em sintonia.
“Há os que dizem que nosso destino está ligado a terra como uma parte de nós, pois somos parte dela. Outros dizem que o destino é entrelaçado como um tecido, de modo que o destino de um se interliga com os de muitos outros. É por isso que procuramos ou lutamos para mudar. Alguns nunca encontram. Mas há os que são guiados.” Palavras de Mérida, a arqueira da imagem, personagem principal do filme Valente da Disney que vai ser assunto de outra postagem. Aguardem!

11 comentários:

  1. Ainda não li nada sobre ele, mas fiquei super curioso! Somos parte da terra e a terra esta em nós! abração

    ResponderExcluir
  2. Essa conexão foi mesmo de arrancar risos! No mesmo dia que você escreveu, eu fui lá feira de livros das crianças e dei de cara com a editora Arqueiro ( e realmente o preço deles é bem menor que o das outras editoras, o objetivo de disseminar a leitura é verdadeiro ).
    Gibran, já li muito na juventude, quero reler.
    Nosso destino entrelaçado, lembrou-me a postagem da Débora de ontem: Ubuntu.
    Beijo!

    ResponderExcluir
  3. Essas "coincidências" existem quando a conexão, ainda que invisível, existe. Lindo de te ler e vamos aguardar mais! beijos,chica( conseguiste fazer algo com o que te mandei?Só parece complicado, mas Não é!))

    ResponderExcluir
  4. Não conheço a editora, vou espiar depois! Da personagem, tenho uma boneca linda lá em casa. É da Bruna, minha arqueira favorita, que adora flechar uns livros por aí! Beijos,Tina!

    ResponderExcluir
  5. Ê, enfrentar os medos é um grande passo. Nenhum Medo é mais forte que a Coragem... A moça dos cabelos de fogo está com um rosto muito destemido. Isso ilustra muito bem!

    ResponderExcluir
  6. Nada é por acaso e é com o viver que entendemos melhor estas conexões. Minha menina valente anda misteriosa e vou aguardar as notícias.

    ResponderExcluir
  7. A conexão entre todos existe. Embora nosso olhos não consigam enchergá-la, forma o que chamamos de coincidências.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  8. Boa tarde Tina!!

    Passando rapidinho para te desejar um ótimo restinho de quarta!!

    Ahhh, já havia conhecido o Bartô da Carol pelo facebook e tb pelo post... Até comentamos a coincidência do nome e tal...

    Beijos

    Nanda Pezzi

    ResponderExcluir
  9. Arco, flecha, Gibran...

    que perfeita forma de transpassar os muitos céus escondidos nas palavras, alcançando o que está dentro de nós.

    Adorei, Tina.

    Abs!

    ResponderExcluir
  10. Ah querida Tina, como te gosto, também :D

    Estive no blog do Bernardo, que grata surpresa. Constatar que o mundo ainda tem jeito rs quanto potencial tem esse menino.

    Tenho muita dificuldade com os monstros. Estou sempre a olhar a vida de soslaio. Tenho a impressão de que ainda estou no trailer, esperando começar de verdade. Meus medos, embora bem menores hoje em dia, ainda me fazem semelhante aos trilhos. Mas não perco uma lição do que passa por mim.

    Por outro lado, sinto-me inteiramente no todo. Sou uma peça da engrenagem, e sou importante. Precisamos dos outros para nos 'ver'. Cada movimento meu, redireciona as energias do universo, e isso pode influenciar na vida dos outros. Para melhor ou pior, dependendo da vibe em que eu me encontre. Por isso, precisamos ser do bem, pelo bem, com o bem.

    Assisti Valente, mas não lembrava desse trecho. Muito bom!

    bjs

    ResponderExcluir