7 de outubro de 2013

Planos de carreira e prazer

Trabalhar é na maioria das vezes necessário seja financeira, social ou emocionalmente e em alguns casos é um prazer. Muito bom quando é assim. Eu não ganho dinheiro com meu trabalho diário caseiro, mas sou remunerada de outras maneiras, com a casa em dia, com a família, o prazer e privilégio de participar do cotidiano das pessoas que gosto e a minha atividade que ainda não é profissional de escrever para mim é uma função que já ultrapassa a minha necessidade, tem se mostrado necessidade de muitos, inspiração, troca e isso não se mede em valores monetários.
Durval Sampaio, mais conhecido como Du E-Holic trabalha no que ama, ele é chapeleiro. Alguém ai já ouvi falar dele? A ideia parecia meio louca, mas o sucesso do negócio é uma conquista e uma alegria para o ex engenheiro, agora costureiro. Tudo começou quando ele não achou um chapéu que idealizava para ir a uma festa e decidiu então fazer um, que foi o primeiro de muitos feitos para si e para dar a amigos e em pouco tempo Durval estava criando chapéus de diferentes padrões e tenho seu trabalho procurado e elogiado.
Na Vila Madalena, bairro paulistano, em 2010 surgiu a E-Holic que além de loja, era também a casa de Du. Lá ele vendia chapéus dos mais variados modelo, feitos dos mais variados tipos de materiais, todos com uma característica pitoresca e personalizada: cada chapéus levava uma etiqueta com o título da música que estava sendo ouvida por Du enquanto confeccionava a peça. Em janeiro de 2013, com suas economias e um furgão de 1952 ele deu início ao projeto Chapéu sem CEP, cruzando o Brasil com sua máquina Singer, produzindo chapéus, dando cursos e promovendo oficinas em comunidades carentes.
Com apenas uma máquina de costura, aviamentos, pedaços de tecido, materiais diversos, muita criatividade e vontade, Durval, clica aqui e aqui para conhecer ele e seu trabalho, costura seu plano de carreira e vida em uma só peça e eu tiro o chapéu para ele.
Falando em tirar o chapéu, mudando o rumo da prosa, acho muito legal ver o pessoal da roça ou gente mais antiga nascida e criada nos interiores de nosso pais, cheio de infinitos, tirarem o chapéu ao falarem o nome de Deus. Em qualquer contexto ou situação, naturalmente em meio a um papo, longo ou ligeiro, é automático, tipo, a cada: Deus me livre!, Se Deus quiser!, Deus é quem sabe!, o chapéu, boné ou o que seja é tirado da cabeça em sinal de respeito.
Tem minha admiração essas pessoas simples, de fé e respeito e a todos que vivem dignamente, correm atrás, fazem acontecer, levantam e andam, correm e as vezes até voam. "O cara que sonha alto pode chegar em cima de uma árvore, o que sonha baixo, não sai do chão." Emicida
Que as segundas sejam dias de não ter preguiça e agradecer por ter trabalho, faca no dente e vamos em frente!

10 comentários:

  1. Que legal e fico na torcida que Durval, cada vez mais entre de cabeça no seu negócio com chapéus e se dê muiiiiito bem!

    Fazer o que se gosta é fundamental e nem sempre possível, infelizmente

    . Também gosto de ver o ato de reverenciar Deus tirando o chapéu, no interior e até o gesto de fazer o sinal da cruz ao passar diante da igreja, que vejo muitos fazendo!

    beijos,chica e linda semana!

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    1. Eu tenho o hábito do sinal da cruz :)

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  2. oi Tina

    Já vi uma reportagem sobre a loja dele, tão bom vc conseguir trabalhar no que vc realmente gosta e ainda ter prazer no que faz.
    Como vc colocou muito bem, a maioria trabalha pela necessidade apenas, deixando o prazer de lado.


    bjokas =)

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  3. Olá Tina!
    Muito obrigado pela visita!
    Adorei seu comentário!
    Desejo uma ótima semana para ti!
    Bjs do Neno

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  4. BOM DIA MINHA FLOR!
    O TEXTO É UM INCENTIVO PARA QUEM SE DIZ QUE NÃO SABE NADA .
    BASTA LER ESSE TEXTO E GANHAR FORÇAS PARA SEGUIR EM FRENTE...
    BJS

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  5. Tina, que bacana, tiro meu chapéu para o Durval, que ele tenha muito sucesso e conquiste a todos com suas criações, sempre!
    Também sinto falta de certos comportamentos que hoje estão "fora de moda" na nossa sociedade tão superficial... Eu começo a falar disso e fico azeda, hahahahahaha

    bjs e uma ótima semana pra você minha querida

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  6. Que legal... chapeleiro... lembrei de Alice no país das maravilhas rsrs!!!

    Que nossa semana seja mega abençoada de trabalho!!

    Bêjo

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  7. Tina, adorei a sua postagem. Nada como fazer nesse mundo aquilo a que fomos destinados que é o que mais nos dá realização. Aqui perto de casa tem uma "senhorinha" que tira da rua tudo o que está em lugar indevido, por exemplo, garrafas PET nas entradas de bueiros. Ela limpa a rua com o maior carinho, não reclama com ninguém e acabamos por aprender com ela a não jogar nada pela rua e a colocar o lixo devidamente fechado e nos lugares predestinados. A gente pode pensar que essa senhora é alguém que trabalha com reciclagem, mas não é o caso. É proprietária de uma casa vizinha a nossa, tem uma vida classe média alta e é completamente lúcida e feliz pelo que ajuda a fazer.
    Dona Terezinha é um exemplo de pessoa!
    Um abraço,
    Manoel

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  8. Eu também tiro o chapéu para o Du não só pela criatividade como pela preocupação com a sustentabilidade!
    parabéns!
    Vania

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  9. Já tinha respondido o post anterior quando vim ler este. Eles se completam e confirmam o que disse: quem é feliz com o que faz é capaz de fazer bem feito, ganha dinheiro e é sempre reconhecido pelo que faz.

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