12 de fevereiro de 2014

Por todo mundo poliglota

Perdão aos menores de plantão, pelo gesto da ilustração, mas é o que a tia aqui, já grandinha e portando autorizada, tem vontade de fazer quando alguém fala em códigos digitais, adolescentescos, pós-graduados, quando falam grego comigo e por ai.
Penso que "devemos ser poliglotas dentro de nossa própria língua" como disse e defende Evanildo Bechara, gramático da primeira e única gramática que comprei na época da faculdade. Linda! Capa branca, cheirando a nova, com as páginas colando e a capa tão afiada que era preciso cuidado para não se cortar. Era tida como a melhor na época e foi roubada na sala de aula, de cima da minha carteira, na mesma semana em que comprei, o que me deixou desolada. Vez ou outra penso em comprar uma igual para repor a perda e também para ter no meu acervo.
Memórias a parte, como dizia um padre que rezava missa aqui no Bonfim, não se vai para igreja de biquíni nem para praia de paletó e isso vale de referência para as palavras que usamos na fala e na escrita. Crianças e adolescentes entre si tem sua linguagem própria que não deve valer para o diálogo com os mais velhos, sendo adaptável a cada grupo: família, professores, desconhecidos.
Isso vale para todas as idades, para locais diferentes em que estejamos, para as diferentes situações interpessoais. Eu por exemplo, particularmente, não acho que cabe em meio aos telejornais ou no final, comentários informais, gírias e regionalices como virou moda.
Me incomoda também os profissionais de determinadas áreas que falam com seus amigos e em situações informais como se estivessem em seus escritórios, consultórios ou em reuniões. Usando e abusando de palavrês técnico e delongas que se aplicam a grandes corporações, termos cultos ou chulos, exigência de nossa compreensão e conhecimento do que não temos obrigação de saber e conhecer.
Então é isso! Do ponto de vista da boa e versátil comunicação, acho que é atemporal, coerente e urgente sermos poliglotas em nosso idioma e nos demais. E tenho dito!

10 comentários:

  1. rsssssss...adorei a imagem e tens toda autoridade pra colocá-la. Precisamos mesmo mostrar nosso desagrado e o fizeste tri bem! Não dá pra aguentar quem chega cheio de "esses e erres" quando falamos do preço da batata no super, ou quem chega ,carregado de gíria, num asilo ou reunião importante... Não dá pra querer e mais uma vez, tenho que meter a ripa em, meus ex-colegas advogados. Que coisinha mais chata eles , cheios de mequetrefes falando com o povo, com gente que nada entende.Eles se acham... Gostei da tua cítica !! bjs,chica

    ResponderExcluir
  2. oi Tina

    O vocabulário é algo culturalmente rico.
    Sabe do que eu não gosto?
    Quando estou com pessoas que falam outros idiomas, e elas começam a falar entre elas e eu não entendo nada. Acho falta de educação se falam o português, para que trocar de língua.
    Ai já acho que estão falando de mim kkkkkk.
    Neuroses a parte , mas a situação é complicada.

    bjokas =)

    ResponderExcluir
  3. Olá! Fico longe de quem fala na gíria comigo! e concordo, não vou usar termos técnicos da minha área com alguém de outra área! abraços

    ResponderExcluir
  4. Certíssima amiga. As pessoas precisam aprender a observar mais, com quem falam e onde estão. O respeito, a delicadeza e a educação nunca sairão de moda.
    Bjs

    ResponderExcluir
  5. Imagem mais que adequada; nada de paletó na praia ou biquini na igreja. Coloquemos as palavras certas.E aproveitando a Babel quero ressaltar o vocabulário de guerra que temos usado e muitas vezes sem perceber, está bombando palavras assim. Recriminamos guerras, violência e bombas, por que então temos que bombar?
    Beijo!

    ResponderExcluir
  6. Dia desses ainda estava comentando isso com meu marido. Fiquei muito irritada durante um evento, quando um jovem juntou-se ao nosso grupo e ficou falando de uma forma muito particular, usando termos técnicos, em inglês... ficou todo mundo com cara de bobo escutando até que eu gentilmente pedi que ele se explicasse de maneira que todos pudessem entende-lo. Simples assim! Detesto essas coisas, me deixa profundamente irritada. E sinceramente, eu não tenho obrigação de saber tudo, se não sei ou não conheço uma determinada coisa eu pergunto. Melhor do que ficar com cara de boba, só sacudindo a cabeça em concordância com algo que sequer sabe o que é.
    Beijo Tina,
    Denise - dojeitode.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. É isso aí amor meu...e disse bem!
    beijos e sopro na orelha para refrescar...
    Por aqui está um calorão horrível!!! :)

    ResponderExcluir
  8. A imagem traduz a sua indignação e inconformismo e para mim tudo se resume em falta de educação. Que parece que não está mais na moda e as regras de etiqueta não precisam ser respeitadas.

    ResponderExcluir
  9. Não gosto que usem termos técnicos de áreas distintas da minha, mas entendo que a força do hábito faz a pessoa esquecer de traduzir logo em seguida ou usar um linguajar mais universal. Concordo, também, que para tudo existe uma forma de se expressar. Devemos saber discernir, separar os momentos. Eu, por exemplo, não gosto daqueles jornais que utilizam um linguajar bem básico e limitado só porque tem pretensões em ser popular. Assim como aquele amigo do grupo que insiste em vomitar um dicionário na hora do papo de bar.

    ResponderExcluir
  10. Oi flor!

    Um texto inteligente que fez refletir sobre a raiva que sentia ao conversar com algumas pessoas que só usam termos técnicos ou palavras em inglês e me achava burra por não entender quase nada.
    Amei o exemplo do padre!
    Beijos!!!

    ResponderExcluir