23 de dezembro de 2015

Dos milhares

Minha irmã do meio e eu
"Se estivermos vigilantes
Não passará um só dia 
Sem que aconteça um milagre em nossa vida
Podemos inverter esta proposição,
Dizendo que, caso não nos aconteça um milagre 
Em qualquer dia de nossa vida
Será simplesmente 
Porque o teremos perdido de vista"
Rudolf Steiner
Olhos de ver 
Coração de sentir
E que ouçamos os guizos
Do expresso polar 
Do expresso da vida
Dos milhares de milagres da vida

21 de dezembro de 2015

Dica do dia:
Dar flores aos vivos
Motivo do post do dia
A ida para o campo de alfazemas celestial
Da minha amiga virtual Cláudia Obenaus
Que distribui flores, fé, gentilezas, sorrisos
Em vida
Postei aqui resenha sobre o livro dela
Postei no insta esse ano, essa foto
No dia do livro
Tenho dois exemplares
Os dois ela me deu
Um logo que foi lançado
Autografado, com dedicatória e carinho
Outro esse ano 
Para eu usar em minhas oficinas poéticas
"A tranquilidade se aproxima de nós 
À medida que nos aproximamos de nós mesmos" 
Frase dela
Tipo de gente perfumada, encantada
Sensível e bonita por dentro
Que desconfiamos comia flor
Foi ontem para o infinito
Ficou entre nós

18 de dezembro de 2015

Em dezembro

"Trocar presentes
Celebrar encontros
Lembrar dos ausentes
Rimar alegria com melancolia
Desde que me lembro
A saudade mora em dezembro"
Silvana Tavano
Deu saudade de blogar
E na melancolia
Entre saudades de quem se foi
Marcas do que passou
Sonho que tivemos
As boas novas
E o poder de cada novo amanhecer
Eis·me aqui
Para partilhar poetares
Para dizer oi
Para desejar boas festas
E continuidade das boas ações
Emoções, planos, metas
Partilha
Então bom Natal
Abraço tipo laço
Luz e encantamento de estrela cadente
Coração latente de fé e amor
Mirra, incenso, ouro
Paz e bem
Amém
Axé
Inté

5 de dezembro de 2015

Sobre olhar para o lado

Olhar pra cima e ver telhas, que pelas de cerâmica em dias de chuva pingam goteiras, as de fibra esquentam com e sem sol. Olhar para cima e ver teto de gesso, lage, outro andar. Ver de um tipo e de outro desejar. Valendo lembrar que tem quem olha e vê papelão ou o céu lindo e sua mágica imensidão e sob si, crianças, adultos, idosos, muitos Brasil a fora e adentro que não tem teto não.
Abri essa janela para postar aqui porque hoje é o dia do voluntário, para falar, divulgar o trabalho e propostas de uma Ong, da qual o irmão de uma amiga de meu filho faz parte.
Pesquisei sobre e além do vídeo (clica aqui para ver) que ela me mandou, trouxe uma Campanha feita pelo pessoal de Sampa, que achei muito boa e movimentou as tais redes sociais. Precisamos falar mais, publicar, questionar e fazer algo concreto, fazer sempre algo sobre a pobreza, além do período natalino.
A Ong  que se chama: Teto, vem  fazendo sua partese movimentando além do midiático contra à banalização do que é notícia, e vem alertando para a miséria no Brasil, com ações como a do vídeo linkado e a paulista de fotos de moradores de uma comunidade carente segurando cartazes com frases tipo: "Famosa é vista falando ao celular". As frases não são piadas, nem foram criadas para ridicularizar notícias banais, todas (cada uma mais surreal que a outra) foram notícias reais publicadas por diversos canais (jornais, sites grandes) na internet.
Uma delas, que deu muita visibilidade a campanha, foi sobre meu conterrâneo Caetano. Há alguns poucos anos, o portal Terra publicou a seguinte notícia: "Caetano [Veloso] estaciona carro no Leblon nesta quinta-feira", com fotos do celebre (sqn) momento. A banalidade da informação viralizou a "notícia" que, a cada ano, é lembrada por internautas com a hashtag: #CaetanoEstacionaNoLeblon. 
Então, tetos, olhar para além do umbigo, do fútil, noção, pessoas estrelas (pops ou simples) em notícias que inpirem e faça virar viral ser voluntário, que tal?

30 de novembro de 2015

Das férias do postar

Então, olha as ideias da pessoa em plena segunda-feira, férias. Se bem que sendo final de mês, último dia para ser exata, vale gente.
Ausência de visitas por aqui, de movimento em blogs vizinhos e as demandas de filho de férias, festas de final de ano, novos projetos, atividades, novidades que depois venho contar e motivos diversos pelos quais não dá para aqui diariamente, como de costume, postar.
O plano é só em dias pontuais  em dezembro e janeiro publicar. Conto com a compreensão de todos, sugiro a leitura aos  muitos posts aqui já publicados. 
Dado o recado, vou aqui para minhas férias com pouco descanso. Fui!

27 de novembro de 2015

Dos cantos e encantos

Então, ando desejando um Pinheiro tipo grande no meio da minha sala, as minhas árvores sempre foram de meio a um metro e sempre com muitos e diferentes penduricalhos. Desde os clássicos a bichinhos de pelúcia, palavras escritas em papéis coloridos amarradas com fitas a objetos da infância do filho, minha, do casal, tal e coisas, coisas e tal.
Falando em clássico, algodão nas árvores da casa de minha família é um detalhe inesquecível. Por lá tipos menos clássicos como árvores de galhos, caixas empilhadas e em humildes e criativas residências o lugar ideal para a árvore de Natal é um cantinho e não é pela falta de espaço pobres mortais que desconhecem falta de recursos e sobra de jeitinho. É para usar os poucos enfeites só a frente do Pinheiro e parecer que tá decorado inteiro.
Uma sexta de cantinhos, espaços grandes, muitezas, pouquinhos bons, inteirezas, pequenezas, grandezas e adaptações nas faltas, sonhos, desejos,  e o tão falado, quisa fadado a julgamentos, Espírito Natalino, já adiantado que nem decoração das casas e Shoppings.

25 de novembro de 2015

Convite na bagunça

Aqui na bagunça da casa, minhas, alheias, coisas para resolver, fazer. Sem nada programado ou nos rascunhos para publicar com a devida dedicação, hoje e amanhã fica aqui esse convite a quem por aqui passar, ler e comentar posts passados.

24 de novembro de 2015

Do meu amar rio e mar

Disse em seus doces escritos para O Globo
José Agualusa, sobre Mia Couto:
"Para criar, para escrever
Ajuda muito estar criança
Convém manter intacta a capacidade de transformar em brinquedo tudo aquilo que nos rodeia, das palavras aos sons. Convém permanecer disponível para o espanto, atento às surpresas que a vida sempre engendra e, ao mesmo tempo, manter intacta a capacidade de indignação"
Indignada com a poluição do Rio Doce
Do mar
Indignada por ser uma tragédia anunciada 
Indignada com o ser humano
Sobre o rio, mais afetivas e assertivas palavras de quem tem água no nome: "Quando um rio morre, morre tudo o que há nele, e todo o chão que ele atravessa. Surpreende-me que a tragédia do Rio Doce não provoque mais emoção e mais revolta, quer dentro, quer fora do Brasil."
Surpreendo-me 
E decepciono-me também caro Agualusa
Não foi acidente
Como beber, dirigir, ferir e matar
Também não é
Foto do Rio de Imbassai
Para desaguar meu pesar
Que nem fiz lá no Instagram
Para fazer pensar e se indignar

23 de novembro de 2015

Das caçarolas

Cronicalizei aqui dia desses sobre as minhas primeiras panelas, que tinham a Nicette Bruno e o Paulo Goulard de casal propaganda e na emenda eu ia prosear por cá sobre ser maioria chefs homens e ganhadores de concursos gourmet homens e meu estranhar dos tais não saberem e não se envergonharem de não saber fazer o trivial, tipo arroz branco e feijão e pior quem é do avental todo sujo de ovo não ser as estrelas das cozinhas e competições de panelas.
Enfim, eis que recebo uma resenha, um contar, com recantos paulistas e encantos baianos meus, do prosaico e poético de panelas velhas que fazem comida boa. Autoria de Ana Paula Amaral. "Conversávamos eu e marido no sábado da minha precisão em comprar panelas. As que tenho cumprem sua boa função de nos preparar o alimento, mas estão exaustas, desgastadas. 
Reclamei a ele dos programas Master Chefes, que nunca assisto, mas bem sei do espírito. Por causa desses programas, as panelas se elevaram na condição gourmet, ou talvez top, como se fossem modelo de passarela paga a preço de diamante. Mostrei a ele nos sites que consultei o nome pomposo que aparece: Zwilling. Uma panela, mais de quinhentos reais. Ele me perguntou se havia ouro ali. Não, respondi, há a França e seus chefes. Lembramos saudosos da loja de rua no centro de Guarulhos, onde o dono ficava ali na porta, com os braços atrás, nas costas, uma mão a segurar a outra. Utilidades domésticas, copos avulsos, colher e garfo soltos, escorredor de macarrão de plástico verde, prato Duralex e panelas, muitas, diversas. Soltas, que a gente tirava a tampa para espiar-lhe o interior. Será que alguém ali imaginava se o arroz do dia a dia caberia, ficaria bem branquinho ou tingido de açafrão?
Alguma dona vi bater com o ossinho do dedo no fundo da caçarola. Levou. Devia o som corresponder a algo que ela procurava.Tinha também os jogos em grandes caixas. Comprei lá em momentos distintos duas panelas e uma frigideira. Foi enterrar o dono e na semana seguinte os herdeiros venderam a loja que se tornou uma grande loja de cosméticos com o maior corredor de esmaltes da cidade. 
Era ele, o “Seu Mesquita” que mantinha viva a loja Mesquita, que tinha uma ou outra finura para presentear e comprar. Mas tinha de um tudo sortido, que tanto agradava sem ter nomes impronunciáveis como Zwilling. Afirmo, sem mesmo ter presenciado, que lá esteve Nicete e Paulo, a estampar com sorriso verdadeiro a tampa de caixa de panelas, a mostrar que o companheirismo e amor de quem divide o feijão, o macarrão, a farofa, a dificuldade passageira, são essenciais para se viver.
Nunca vi a caixa da panela da tal panela com ares franceses. Imagino porém, um chef carrancudo a dizer que tem pimenta de mais na quiabada. Nicette, foi-me a segunda Dona Benta que eu assistia com gosto com as crianças ainda pequenas. A pequena Nicette engrandecendo o sítio do pica-pau amarelo. Que tenham mais amor dentro das panelas do que glamour em suas etiquetas."

20 de novembro de 2015

Azuis, brancos e pretos

Pelo meu ser negra
Sim sou! Como não?
Sexta então
Como na canção
Toda roupa é branca
Toda pele é preta
Todo mundo canta
Todo canto é santo
E toda conta
Toda onda
Toda renda
Todo o mundo é baiano junto
Pelo dia da consciência negra
Com trajes de baianas
Em azul e branco
Detalhe da manga de camiseta azul no primeiro plano
Ser de meu irmão
Mar e praia em festa para Iemanjá
Foto minha
Do meu amar
Admirar
E achar injustificável, em Salvador
Terra de histórias, tradições, lugares, pessoas
Raízes e matizes africanas, não ser feriado dia de hoje
Um dia para visitação aos terreiros
Terreiros nas praças
Feiras culturais
Mais de quem mais fez e faz
Sermos o lugar de mistura e alegria que somos

19 de novembro de 2015

Repique

Hoje não é meu aniversário
Mas é dia 19
Super auspicioso
Ai peguei esse print
E palavras emprestadas de Elisa Lucinda
Para dessa lona
E do sem lonas
Falar aos quarto ventos e todos os continentes de meu contentamento e ansiedade 
Respeitável público
Trupe Plano 3
Menino do Circo sem Lonas
"Ave rara de todos os céus
Soberano sujeito de suas possibilidades
Criança sorridente (hoje homem)
Domador de seus passos 
E ao mesmo tempo palhaço 
Estendendo seus sublimes braços
Tentáculos no universo
Sobre a lona dessa esfera
Para ser, se quiser
O maior espetáculo da terra”
Quiseram
Fizeram por onde
E lá estão em Amsterdã 
Hoje Jonas e o Circo sem lonas sendo exibido
E irmã fã exibida aqui, na torcida
#doserfã
#circomundo
#circoemmim

18 de novembro de 2015

Silêncio

"O homem que bem pensar
Não tira a vida de um grilo
A mata fica calada
O bosque fica intranqüilo
A lua fica chorosa
Por não poder mais ouvi-lo"
Trecho do repente Cordel desencantado
Pelo derrepente silêncio em Mariana
Que hoje, disse ontem na TV, por lá iria chover
E aqui na Bahia, cinzas onde era verde
A imponente e bela Chapada queima 
Carece de água
Dois extremos e avessos
Pelo calar brutal de vozes na França
Meio ambiente por inteiro descompensado
O bicho homem culpado
Rima com pesar tipo o calar de grilos
Na queima no Parque Nacional
Na lama de Mariana e no ataque a Paris
E em meio ao caos patrulha solidária 
Por qual tragédia é maior, mais sua
Nacional, digna de destaque no jornal
Banal uso da palavra, essas comparações
"Não tem altura o silêncio das pedras"
Disse Manoel de Barros
Barro
Fogo
Tiros
Silêncio
Ou palavras sensíveis
Atitudes
Doações
Hábitos ambientalmente corretos e coletivos
Tolerância
Orações

17 de novembro de 2015

Rá-tim-bum

"Rá-ti-bum", é som de batidas circenses que virou pop complemento do cantarolar de parabéns. O "rá" batida na caixa, os pratos fazem o "tim" e o bumbo faz o "bum". Já o bordão: "É pique, é pique, é hora, é hora", li por ai surgiu no ambiente estudantil da Faculdade de Direito do largo de São Francisco, em São Paulo, na década de 1930. O "é pique, é pique" era uma saudação jocosa a um estudante chamado Ubirajara Martins, apelidado de "pique-pique", porque vivia aparando barba e  o bigode com uma tesourinha. Que tal?
O "é hora, é hora" era um grito de guerra de botequim, criado pelos estudantes para pedir uma nova rodada de cerveja em tempo e hora, devidamente gelada.
Devidas contações, cantemos, brindemos e saudemos a vida nossa de cada dia, com água que seja, agradecidos por ter água para beber e sempre com sede de saber.

16 de novembro de 2015

Sobre livros e borboletas

Recebi por e-mail a foto acima, após contatos por conta de uma postagem que fiz em 2014, cheia de visitas escolares e comentários ainda durante esse ano (ver aqui). Contação que transcrevi com minhas impressões, sobre um projeto realizado em 2011 lá na Escola Municipal Prof. João Bernardino da Silveira Junior, lá em
O projeto: De lagarta a borboleta, foi desenvolvido em duas turmas de 4º ano do Ensino Fundamental. Foram levadas para a sala de aula, umas vinte lagartas de couve, retiradas na folha e colocadas em um vidro de conserva com perfurações na tampa para que as crianças pudessem observá-las. As simpáticas verdejantes rastejantes eram de vários tamanhos, desde pequetiticas, até grandononas e comilonas. 
Questões problematizadoras surgiram, observações, colocações, interrogações. Curiosos e ansiosos diante das lagartas, que foram se acalmando e parando de comer, se preparando para entrar em outra fase. Durante esse período, foram feitas leituras de textos diversos, exibição de vídeos e registros individuais. 
A cada mudança, muitas resenhas, muita imaginação, contemplação, aprendizados, interação, a espera, o acompanhar e entender processos, transformações que dizem respeito à vida, das lagartas, deles e de todos os seres vivos. Professora e alunos curtiram os movimentos em crisálidas, rompimento da cutícula, o nascimento das borboletas e a libertaram as lagartas capturadas, com asas e cores ao meio ambiente.
De lagartas a borboletas é o processo escolar, que mais devia ser observado, enriquecido, desvirtualizado cada dia menos e não mais, poetizado. Fica aqui o registro, meu aplauso, o comparativo entre livros e borboletas, que possuem e dão asas, meu encantamento e meu desejo de melhores escolas, bons professores, diretores, alunos estimulados, acompanhados, com propostas e projetos que os envolvam com a natureza, uns com os outros, com sentidos e sentimentos, para que sejam pessoas melhores, por um mundo melhor.

14 de novembro de 2015

Sobre cores e dores

Arthur e eu
Sobre tolerância
Diferenças
Pelas cores da camisa do rival
E da Bahia
Serem as da França igual
Com a pureza da infância
E a beleza da língua francesa
Je suis pauvre, pauvre, pauvre
Du Marais, Marais, Marais
Je suis riche, riche, riche
De Mairie d’Ivry
Triste, triste, triste
De maré, maré, maré
Por Marais
Por Paris
Pelo mundo
Le Marais, um dos bairros mais antigos de Paris, que meu irmão me ensinou ser a origem da canção de nossa infância e me indicou ir um dia
E um dia mais ou menos assim disse Castro Alves
Senhor Deus
Dizei-me vós
Se é loucura
Se é verdade 
Tanto horror perante os céus
Era e é
Lamentavelmente
E com a mão estendida ao céu
Como a do poeta baiano na praça
Mais palavras dele
Por menos desgraças
"Auriverde pendão de minha terra 
Que a brisa do Brasil beija e balança
Estandarte que a luz do sol encerra"
Meu desejo de paz
Providencia divina
E esperança

13 de novembro de 2015

Por menos e mais

Relações não podem existir apenas no virtual. Vi uma matéria e tenho visto ao vivo, jovens e adultos que resolvem conflitos, fazem convites, dão notícias boas e ruins por escrito, via celular. Ótimo escrever, escrever errado como muitos escrevem é péssimo vale ressaltar, e só se comunicar e preferir se comunicar escrevendo, é frio, sem expressões faciais que são parte do dito e escutado, sem gestos, sem tom, que quando não combina com as palavras valem mais que elas, o uso de subterfúgios e mascaras por voz e ainda mais cara a cara é menor, mais perceptivo.
Contatos, trocas, papos olho a olho é outro nível de papo, dá e abre espaço para uma escuta mais generosa, fala mais direta e sincera. Podemos ser, ver, sentir melhor.
Nesse mundinho conectado há muitos contatos e poucas amizades do tipo parcerias, em que o movimento de um favorece o movimento do outro. Abaixo laços, nós na verdade, com competição, inveja, cobiça, birras, individualidades.
O mundo tá carente do cultivo de relações presenciais,  com naturalidade, fluidez. Viver e se socializar é menos sobre se exibir, parecer, vencer, ser macho, antenada, independente, sarado, na moda, sobre falar e publicar e mais sobre ser, permanecer sendo ou mudar por motivações amplas.
Você oferece sem receber em troca ? Você faz recomendações de livros, lugares, filmes conectados aos sonhos, gostos ou obstáculos de quem te cerca? Você reconhece e elogia os feitos significativos e também os sutis dos outros? Se pergunte? Recomende esses e outros tantos autos e multi questionamentos, aconselhe quem te cerca a ser mais, a falar, ouvir, interagir, desconectar do celular e se conectar uns aos outros.

12 de novembro de 2015

Comadre imaginária

A comadre em questão é ninguém menos que Nicette Bruno e minha intimidade com Nicette é da caixa das minhas primeiras panelas. Vou explicar!
É que ela estava lá, na caixa, com o Paulo Goulard, sorridentes e simpáticos. Comprei na época (e hoje compraria também), pois eram lindas e também pela energia do casal, referências boas, a intenção de quem escolheu eles para promover o produto, bem sei foi essa, meu dez pela escolha.
Isso de referências boas é importante, de com quem andamos, por quem temos admiração. Peças do quebra cabeça que cada um é. Voltando ao casal, me emocionei quando a tampa da panela se foi e vi e revi na tv um poema declamado por ele para ela, com entrevistas dela falando dele, com uma árvore batizada de Paulo Goulard plantada lá no local de trabalho, regada por ela e tratada com reverência.
Uma senhora fina e simples., elegante, simpática, que admiro a distância, imagino ser bom o papo além câmeras, o abraço, o cheirinho, ter muitas histórias para contar, muito a ensinar e disposição para aprender, curiosidade em experimentar, saber. Uma vizinha de porta, comadre, colega, tia, avó, que eu faria gosto de ter, por quem imagino ser. Porque esse assunto? Porque sou de ficar imaginando, de compartilhar meus olhares, referências. Porque elogiar e querer bem, faz bem.

11 de novembro de 2015

Das misturas

No Brasil, em sua imensidão e em especial no nordeste, crenças, cultura, imaginação, ciência e tecnologia, se confundem e se fundem. O pensamento brasileiro é sincrético, as tradições, os ritmos, a culinária, até a religião. Sagrado e profano, tragédia e comédia. Coceitos que se misturam a preceitos, prática a teoria, teses a poesia, sonhos a realidade.
Ignorar ou desconhecer essa característica quisa sorte, bondade de Deus, intermediação de Padinho Padre Cícero, Cosme e Damião, Iemanjá, Alá é no mínimo alienação.
"Tem certas coisas no mundo, que eu olho e fico surpreso: Uma nuvem carregada se sustentar com seu peso e dentro de um bolo d’água sair um corisco aceso", paralelo poético rimado do repentista pop Manoel Chudu para desejar me surpreender com menos racismo, preconceitos e faltas de respeito.

10 de novembro de 2015

Das minhas bolsas

Falei outro dia por aqui e por ai, que está na minha lista de livros (para ter e reler após muitos anos): A bolsa amarela. Ai lembrei ao ver uma matéria e vendo sempre por aqui, crianças inquietas, mexendo no que não devem ou correndo de lá pra cá em locais que não pode e mães que dizem em tom de ninguém ouve: Para menina! Desce daí menino! Não pega nisso! Quando não , em tom histérico e gestos estremos.
Durante toda a infância de meu filho, levar algo na bolsa, um brinquedinho, um livro, papel e caneta, algo com que se distrair era hábito. E isso passou a valer para mim comigo mesma também, levo sempre um livro, um bloco para anotações, caneta ou lápis, uma balinha para chupar e adoçar o paladar, tirar o bafo, enganar a fome e o que fazer além de ficar abduzida no celular. Um help para demoras, esperas, ansiedade, sono. Muito fácil, prático, econômico, basta criar o hábito.
Em se tratando da lida com crianças seja filho(a), sobrinho(a), seja para quem toma conta de alguma, quem vai sair com uma emprestada, quem trabalha com pesuenos ou medios, além de aquietar, ter algo a mão, educa, evita conflitos, desgastes. Muitas vezes não é danadice dos pequenos é falta do que fazer mesmo, ai a tentação dos objetos de decoração alheios piscam para elas, os espaços apertados que vivem e que tem que ir, pedem que se leve algo e também idas a espaços abertos para compensar, para extravasarem e quando em apertos o livrinho, o papo, o brinquedo, o lanche e o combinado de quando estivermos em tal lugar sd comportar.
Combinados não saem caro, dita a sabedoria popular, planejar, ter cartas mágicas na manga pars evitar malabarismos. Fazer além também vale, eu vou contar uma das minhas manias, mais nada de espalhar, é que sempre tenho algum brinquedo ou coisa que chame atenção ou distraia dentro de minhas bolsas, para crianças alheias, uma mãe. atrapalhada, desavisada dessa técnica avançada de Harvard, para eu não ver gritos e nem pequenos fazendo bobagens e de quebra faço amigos mirins. Amizade de crianças, vale pontuar, é tudo de bom. Então é isso, bolsa com ítens surpresa, meninos e homens, no bolso, no carro, sem desculpa de ah não uso bolsa. Fica dica e contação! Abração!

8 de novembro de 2015

Circo mundo



Ai
Fui na Banca eufórica hoje
Como antigamente se ia para ver ou não o nome na lista dos aprovados no vestibular
E meu nome não estava lá, mas estava
Na Revista Muito
No Jornal A tarde que saiu de manhã cedinho
Clica aqui para ler
Muito amor, orgulho, alegria
No detalhe
Meu sobrenome e o nome de meu irmão 
Os pés com asas de Jonas
De All star
Estrelas das lonas
Estrela por dentro
Rumo a Amsterdã
#gentequebrilhaqueamoquemerece
Para começar a semana
Com inspiração e alegria
Vai ficar aqui hoje e amanhã a publicação

7 de novembro de 2015

Do ser ou não ser simples

Complicado! Essa é uma palavra e exclamação que costumo usar para o muito de complicado que vejo e ouço e que resolvi usar para iniciat esse post sobre simplicidade, tema da blogagem coletiva do primeiro sábado de cada mês. Em dezembro, a propósito, pausa na blogagem coletiva, em 2016, talvez.
Sobre ela, a simples simplicidade, tenho ouvido e lido discursos (tipo rasos e tipo profundos), visto nome de livros, práticas que de simples não tem nada, pessoas, instituições, grupos, que pregam, descrevem, cantam, receitam a simplicidade produzida e entendida cada um a seu modo, conveniência e com uma listinha de intolerâncias. O simples na prateleira, colhido sem licença e com total descaracterização das pequenezas genuínas de Manoel de Barros, vestidas com a roupagem do tá na moda.
E com base na frase de Chorão "Quem é de verdade sabe quem é de mentira", eternizada em sua canção, é no todo que vemos os pedaços, uma fala ali, um gesto acolá, um outro escrito do mesmo autor, uma outra legenda da mesma pessoa,  um comentárioem, o silêncio, um suspiro amargo, entrelinhas onde a simplicidade que não é in natura, dá bolor.
O simples não se vende, divulga, ensina, é perecível penso eu, coisa que se é ou não é, sendo possível aprender e praticar sim, buscar, mas que não anda de mãos dadas com o posar, usar como cartaz. De críticas a Bela Gil, pelos seus churrascos de frutas e batata doce na lancheira da Escola da filha, passando pela sem pareja sugestão de quem se incomoda com passarinhos de que se abra a janela e deixe disso de se queixar por  bobagens, e como em tantos exemplos, onde a simplicidade é posta a prova, se choca com incoerências, inconsistências, simples assim de notar e sentir.
Textos e fotos publicados com legendas de puro amor e reconhecimento para os pais no dia dos pais, com os irmãos no dia dos irmãos, namorados, amigos e no dia dia a ligação fica lá perdida e não se retorna, para pegar um copo d´água para o outro muitas reticências. Exclamações aos montes, de amo, adoro, relatos de faço e aconteço, tudo dito e muito pouco praticado.
“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”, disse a complicada e amada Clarice Lispector. E querer muitas coisas simples, não será ser exigente e portanto complicado? E o que é simples para você é simples para mim?
“A felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora, por não perceber a sua simplicidade”, disse Quintana e é também pessoal penso eu, não há receita de bolo. Para mim por exemplo, é simples manusear um Smartphone, para tantos Seu João não. Para muitos Seu João  é simples plantar e colher feijão, para mim não.
Simples é uma palavra cheia de usos e significados, além da definição do dicionário, como poesia e filosofia, as palavras e práticas. Algo que ninguém ache digno de nota, de observância, pode representar, inspirar, desencadear ideias, sentidos simples, poéticos e filosóficos. Ser simples, creio eu, não significa evitar o complexo, o incomum, negar a profundidade, contentar-se com o trivial, comprar e vender a simplicidade como produto bem aceito no mercado.
Leonardo da Vinci disse que "a simplicidade é o último grau da sofisticação", e o primeiro da humildade eu diria e não objeto do anseio coletivo diante de um mundo cada vez mais complicado, em que o simples é atrativo e falso. A simplicidade é uma arte, sutil e difícil, por mais louco que isso possa parecer. Simples e complicado assim!

6 de novembro de 2015

Do que muda o mundo

Ai recebi a indicação de um vídeo
Clica aqui para ver
Quem me mandou foi a amiga pró da foto
Que adoro
O Colégio é público e em particular ímpar
Um exemplo
Sopro de esperança em um mundo melhor
No ensino
Nas pessoas
No poder da troca
Tão lindo
Possível
Tão natural e transformador
Marido até comentou que onde estudou
Colégio público
Ele tinha colegas que não enxergavam
E  ele ditava para eles o que a pró escrevia na lousa
Amei, emocionei e me enchi de alegria
E com a fé e energia das sextas-feiras na Bahia
Meu pedido de mais Escolas Satélite
Coordenadoras e professoras estrelas
E crianças e adolescentes interplanetários
Integrados nas igualdades e diferenças

5 de novembro de 2015

De por onde andei

Hoje vou fazer como se diz serem ou devessem ser os blogs: diários.
Fui essa semana na casa de minha sogra e levamos eu e marido bolo, sequinhos e sorvete para o lanche. Após o lanche, nos estendemos até a hora do café e lá fui eu com minha cunhada e sobrinha comprar o pão e eis que vou ter que cortar o contar prosaico para pontuar que voltei já a caminho da rua para deixar o celular.
Medo de assalto, de perder o bem, da violência. Medo! É móvel o aparelho mas é perigoso usar por ai.
É perigoso ir caminhando, perigoso andar de ônibus e metrô, perigoso o momento de entrar e sair de um taxi, de casa, de um bar. Andar sem joias, nem mesmo bijus, relógios, bolsas grandes.
A pé e de buzu (ônibus) para a Escola e Faculdade fui, tarde as vezes em pontos de ônibus que hoje não sei ficaria nem um minuto, ficava muitos.
Colégio do Sagrado Coração de Jesus  é o nome do Colégio onde estudei da alfabetização ao terceiro ano do ensino médio, ele fica de frente a Escola de Engenharia e era vizinho ao Colégio Angelina de Assis (que não existe mais), onde fiz aulas de jazz (dança). E pertinho tinha (tem), após uma caminhadinha pequena o Convento e Colégio Nossa Senhora do Desterro que já postei foto do pátio aqui. Andava por todos esses lugsres, sabia os nomes, sabia ensinar quem perguntasse onde era, desde pequena, adolescente então me valia, ia e vinha sem terror. Bons tempos!

4 de novembro de 2015

Sem urgência nem unguentos

"Escrevemos com a urgência e a inevitabilidade com que uma nuvem derrama a sua chuva." Agualusa disse sobre ele e Mia, me representa e a Ana Paula, Calu e outras poucas sem fama, blogueiras, amigas, escritoras vizinhas.
Não preciso de um motivo, as vezes muitos para escrever, não preciso de álcool, café ou outra coisa qualquer, para me manter acesa, alegre, nem para me inspirar e desatinar a escrita. Rima, entendo, não é pertencente a tarefa escolar, cordel ou rap, rimar e coçar é só começar.
Tão carente de evolução quem acha que poesia é coisa de burguesia, falta do que fazer, viagem. Poucos likes no geral, dá poetar, lições de moral, esperto é quem vai a festa paga sem pagar e escritores polêmicos e de escritos sobre encomenda rimam com renda. Fatos fatídicos!
Vou parar de resenhar e dar a voz a Mia Couto, que tá na minha lista de livros e além do bem querer pelo escrever e por seu sobrenome, ganhou bônus comigopelo conteúdo de onde tirei a frase que iniciei o post, uma matéria de José Angualusa, publicada no jornal O globo. Segue escrito de Mia dos de minha concordância, de grande relevância, para arrematar com poesia, crítica, reflexão e elegância.
"Me entristece o quanto fomos deixando de escutar. Deixamos de escutar as vozes que são diferentes, os silêncios que são diversos. E deixámos de escutar não porque nos rodeasse o silêncio. Ficámos surdos pelo excesso de palavras, ficámos autistas pelo excesso de informação. A natureza converteu-se em retórica, num emblema, num anúncio de televisão. Falamos dela, não a vivemos. A natureza, ela própria, tem que voltar a nascer. E quando voltar a nascer teremos que aceitar que a nossa natureza humana é não ter natureza nenhuma. Ou que, se calhar, fomos feitos para ter todas as naturezas."

3 de novembro de 2015

Gasta muito falar certinho ouvi dia desses um senhorzinho dizer. Pois é! Gasta! Gasta palavras ele quis dizer, para colocar tudo no plural gasta muitos puxadinhos, concordância, é o que hoje mais se vê. Bora falar direito minha gente, falar bonito, ler para escrever bem. Vale as palavrinhas locais, gírias, o informal, mas o formal dá moral, valoriza a linguagem, tem seus usos e charme. Por uma terça como menos abreviações, erros de grafia e pronúncia e mais escrever e falar bonito. E tenho dito!

2 de novembro de 2015

Dos sem fim

E ai numa curva qualquer
Ao sabor do vento
Nuvem que passa
Pessoas que se foram
De quem lembramos ao olhar para o céu
E para a terra
Não subiram para as estrelas
A terra pertenciam
Frase do finado e por mim amado Saramago em Memorial do Convento
Aos meus amados já finados que por amados serem são imortais
Que aqui permanecem no que amavam
Nos que amam
Nas coisas, lugares memórias
Com vento que abranda a saudade
Com saudade
Presentes sempre
#pqnemsempreacabaquandotermina

30 de outubro de 2015

Para brisar o que é certo

Ai, vi lá no Instagram, no para-brisas de um carro um bilhete, pedi até a foto a amiga da contação, tava no celular que quebrou ai resolvi trazer mesmo sem ela a história para cá. O bilhete da tal foto foi deixado por uma blogueira vizinha, fotógrafa e cidadã, no carro de uma dupla de novinhos que estacionaram o carro numa vaga para idosos (em um shopping se não me engano) sob o olhar atento e indignado de Paty, mas distante, ela até pensou em correr desbandeirada, mas teve a ideia do recadinho.
Cheguei a comentar na publicação dela, que na mesma semana, adolescentes na orla aqui de Salvador, passeando em grupo, pararam para papos e risos soltos e um deles largou no chão um pacote de biscoitos, assim, no meio do calçadão, a beira mar, sem nem disfarçar, sem nenhum que chamasse a atenção. Meu marido fez menção de falar com eles mas contabilizou a possível gritaria ou até mesmo algum tipo de agressão verbal e até física (um extremo que devemos considerar), foi o que eu disse a Paty, que tentou falar com a dupla mas não alcançou eles a tempo e optou pelo bilhete, que acho fez seu papel e quisá o papel fique ali pelo carro e seja visto vez ou outra dando seu recado e fazendo a atitude mudar, como abaixar e pegar o papel jogado pelo grupo era uma forma de dar o recado, de maneira sutil e elegante
Lembro que meu filho nas festinhas infantis ficava querendo catar e também que eu catasse, os papéis de docinhos e afins jogados no chão. Uma vez na fila do acarajé um adulto (para ele portanto  um portador de modos), largou o papel da iguaria no chão e o rebento não contou dois tempos, disse em alto e bom som, não se joga lixo no chão. Pois é! Não mesmo!
Por uma sexta de cestas cheias de bons modos, bilhetinhos para os maus, cestos de lixo com lixo dentro, tudo devidamente no seu lugar, todos devidamente domesticados, educados. Dado o recado, outro assunto é que sem ser amanhã, no outro sábado, dia 7, tem por aqui e por ai, postagem coletiva com o tema simplicidade. Última postagem coletiva (do ano ou da interação, ainda pensando) da série proposta por mim e pela Ana, para o primeiro sábado de cada mês. Em dezembro e janeiro, provavelmente nós duas entraremos de férias dos nosso blogs, para descansar, arejar, cuidar da casa, da vida, para simplificar em busca de mais com menos. Bom fim de mês prôcês! Inté novembro!

29 de outubro de 2015

Não precisa de pilha
Nem de energia
Nem de wifi
"O verdadeiro analfabeto
É aquele que sabe ler e não lê"
Concordo plenamente com Quintana
Hoje dia nacional do livro
De livros encham-se as casas
Bolsas
Escritórios
Livros nacionais
Livros que agreguem valores
Olhares, sentires
Cheiro de papel
De alfazema
Ou outra flor guardada entre as páginas
Que nem a do clássico Planeta lilás
Que já representei no teatro
Por mais clássicos do jeitinho que foram escritos
Contos
Encantos
Literatura
Cultura
Receitas
O livro da foto, é da amiga Cláudia Obenaus
Que recomendo e adoro
E a revista, é a da Livraria Cultura
Gratuita e sempre rechedada de boas matérias e dicas de leituras
Para ilustrar o postar
E saudar os escritores amigos
Os queridos
E o livro, mais que objeto, que amo
E creio, os bons, abertos em asas
São como asas por dentro
E fechados, a cada leitura, são como raízes

28 de outubro de 2015

Do render sem renda

Bem, foi assim que esse post veio parar aqui: Na calada noite de ontem o entrevistado na tv para quem faço bico foi citado já por mais de uma vez por meu amado, como coitado, tipo você não quer mais saber do pobre só por causa do programa que ele assumiu, antes você tinha olhos solares para ele. O pobre é o Pedro Bial, o Programa é o tal BBB e o ponto que marido tem e eu não me recordo como bem querer pelo cabra é um texto popular de nome Filtro solar.
Ai eu, que invoco mesmo por um fiapo e faço um tear, assumo que sou dessas, tenho também um observar de memórias inventadas que tecem a nosso respeito e nós a respeito dos outros e invoquei que não lembro de nada desse texto além, do nome e eu tenho memória para textos que gosto, poemas sei de cor, enfim. Encafifei! O cabra não era repórter? E eu gostava dele? Nem a jornal ou Fantástico eu assitia, hoje em dia vejo mais, para estar informada, mas encantamento não tenho. Como compartilhei esse texto com ele? Copiei? Vimos juntos e elogiei, pode ter sido isso. Deve ter isso isso!
Ainda que com essa opção como muito pertinente, ainda reticente, resolvi procurar o ano de publicação do tal texto, passar o olho na mensagem, palavras, frases, pra ver se algo me vinha na memória e eis que descubro que foi em 2003 ao ar no Fantástico a narrativa dele do tal escrito. Eu com meu filho com 3 anos, capaz tenha ouvido e gostado, natural, fora meu esquecimento habitual não me lembrar, filhos de três anos demandam muita atenção e são um emaranhado de informações. Então tá! gostei! falei bem e hoje falo mesmo mesmo, desculpa Seu Pedro.
Contextualização feita para a minha descoberta e partilha de que o tal texto não foi escrito pelo tal. Ele traduziu, gravou cd, declarou que não ganhou um centavo por isso, ganhou apenas a fama. Como se ter afama de ter algo atribuído a si fosse positivo, eu que tive humildes textos publicados como sendo de uma plagiadora no Face por um ano, sei de minha indignação, sem as proporções da fama do apoderamento da tal texto do Bial.
Foi no tempo do e-mail que se "deu" a autoria a ele e mais difundida é ela que a não autoria. E assim caminha a humanidade, esse é um caso de mil. Foi no último Fantástico de 2003, antes do anúncio do vídeo produzido e narrado por Bial e Renata Ceribelli mencionou que o mesmo era de autoria de uma cronista americana, detalhe ignorado e com um detalhe que não me desceu. Basta essa menção a ser de uma autora americana em programa de tal dimensão? Para mim no Instagram em legenda, uma mínima frase deve ter o nome do autor citado, além  das aspas (que muitos nem usam), seja o nome de Drummond ou meu.  Ao meu ver não foi completo de lisura, não citar o nome, ou qualquer outra referência da autora do texto. De uma hora pra outra, o texto da sem nome virou mania nacional e até hoje, a grande maioria das pessoas não tem ideia de que o texto não é original, que não foi escrito pelo jornalista que, aliás, tem talento reconhecido no meio, apesar das minhas reticências 9quem sou eu na fila do pão).
Mary Schmich é o nome da autora que vale registrar, no livro Filtro Solar, da Editora Sextante, ele dá o devido crédito, com pouco espaço, alcance e reconhecimento. Eu depois do uso deslavado de meus escritos, divulgados, comentados e elogiados pelo Face que denunciaram anonimante e agradeço a cada vez que me recordo do fato e penso que lá sei quantas pessoas leram e reproduziram e ainda reproduzem como sendo da sem noção ou até como seus, dei uma murchada nos escritos longos, uma cismada com tudo já publicado, senti necessidade de registar os textos, organizar e publicar um livro. Talvez uma pausa nas férias de final de ano por aqui, dezembro e hjaneiro, para garimpar os textos, organizar, levar mais coisaspara o Pensador uol, fazer buscas de possíveis plágios e as devidas denúncias. Um sentimento de cansaço, de entendimento de quem eu busco mais textos e não há, não há cotatos, passou a escrever no modo analógico ou faz disso um ganho, com renda e devidos registros. Dá trabalho manter um blog ativo, textos, atenção aos comentários, a variedade de assuntos, se expor, expor opiniões, levar ânimo, inspiração e embora o retorno não seja o que me move, dá uma travad nas rodas essa engrenagem torta e tortuoso do mundo digital, do mundo de leituras rápidas, de cópias, de pouco recheio e muitas coberturas e enfeites.

27 de outubro de 2015

Mais do mesmo

Então, mencionei aqui semana passada uma releitura de um clássico infantil, moda que é as chamadas releituras, não sei se para descontruir e assim se dizer e achar moderno,  se é falta de talento mesmo para criar novos clássicos, sei é que seja no cinema ou na literatura, os clássicos estão sendo descaracterizads, sem a menor cerimônia hoje em dia e essa da Branca de Neve e Bela Adormecida se beijarem, com adornos de sexo e liberdade bem podia deixar cada personagem no seu papel e falar de sua netas, filhas, que tal? Editora com fama que para permanecer famosa e estar antenada entra nessas talvez, ou por de fato achar memorável a adaptação, e nessa se faz toda uma apresentação e defesa, que bilha aos olhos de geral e poucos dizem não.
Também não concordo, vou aproveitar a prosa e estréia no cinema próxima semana, defensora da causa do não ao preconceito de cor e credos que sou, com um 007 negro. Porque não? Porque não houve nenhum até hoje e é um clássico serem tipos loiros de olhos azuis, vale para personagens tradicionalmente interpretados por negros serem feitos do nada por brancos. Criar novos personagens, ter e manter identidades, diferenças que distingam sem extinguir, mas que sejam parte de como somos, do que se foi, do que se passou a ser, tudo junto e não misturado (acho que vou lançar essa nova proposta).
O natural, sem pressão, sem intenções políticas, religiosas, apelativas é o ideal e o que funciona e o que deve acontecer mais no dia-a-dia, que no cinema ou na tv. De que adianta fazer alarde, pontuar e se espantar ou indignar por exemplo, que desde 2011 não há nenhum negro indicado nas principais categorias no Óscar, hashtags nas redes socais #OscarSoWhite (Oscar tão branco) e #WhiteOscars (Oscars brancos) chamando atenção para o fato e fato ser que a caixa confere a bolsa no mercado comprada por um negro como se ele levasse algo escondido dentro e não confere a de um branco, que entrar numa escola pública de maioria negros sendo branca para pedir uma informação é quase que entrar numa jaula de leão. Isso é discriminação! Indicação a premiações, com negros, sem negros, asiáticos podem se indignar também, ou não?, cotas para homossexuais terão que figurar  entre os indicados daqui a pouco e o talento, merecimento, eventualidade não. Para! Menos cada dia mais é mais! Só acho!

26 de outubro de 2015

Ororô que embolou

Então, ontem niver do marido, hoje niver do sobrinho, amanhã niver da Dinda emprestada. Ai, casa com bagunçadas, eu só na farra e hoje post noturno.
Foto dos meus joelhos e de Zaion esfolados para arrematar e representar a ausência, sem muitos argumentos.

25 de outubro de 2015

Ele e eu

Das muitas fotos juntos
Mesmo que ele não goste muito dessa
"Mesmo que não venha mais ninguém
Ficamos só eu e você
Fazemos a festa
Somos do mundo
Sempre fomos bons de conversar
Eu só espero que não venha mais ninguém
Aí eu tenho você só pra mim"
Ai a pessoa sem zap, porque o celular tá na assistência, não vai ter como mandar fotos antigas para o marido aniversariante, que faz hoje 4.1 e ela conheceu com 1.4, para ele guardar no celular dele, para relembrar os tantos aniversários juntos, mandar junto emoticons e mensagens como as muitas em muitos cartões, cartas e bilhetes que já dei e ainda dou, fotos com escritos no verso. Porque somos passado, presente e futuro.
Vai para o Instagram, mas ele não tem Instagram e nenhum de nós dois tem Face, nada pessoal Senhor Zuckerberg, na verdade de minha parte é pessoal sim (risos), enfim. Eis-me aqui postando fotos, com música de homenagem, tipo trilha sonora que comecei ontem, porque somos do tempo de parar as fitas K7 para copiar letras de música, porque romantismo nunca sai de moda e ele curte cafonices do tipo simples, divertidas. Post de parabéns, verdadeiro, real, cheio de amor. É isso! Rá! Ti! Bum! Paulo! Paulo! Paulo!

24 de outubro de 2015

Eu e ele

"Era manhã
Três da tarde
Quando ele chegou
Foi ela que subiu
Eu disse: "Oi! Fica à vontade"
Eu é que disse "Oi", mas ela não ouviu

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro

A festa foi muito animada
Oito ou nove gatos pingados no salão
Eu adorei a feijoada
Era presunto enrolado no melão

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz, de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro
Que eu me lembro

Ela me achou muito engraçado
Ele falou, falou e eu fingi que ri
A blusa dela tava do lado errado
Ele adorou o jeito que eu me vesti

E foi assim que eu vi que a vida colocou ele/ela pra mim
Ali naquela Terça-Feira/Quinta-Feira de Setembro/Dezembro
Por isso eu sei de cada luz de cada cor de cor
Pode me perguntar de cada coisa
Que eu me lembro"

Eu me lembro é o nome dessa canção de Clarice Falcão
Com rima e confusão 
Que segue minha pessoal interpretação com correlação
É que amanhã é o dia do aniversário de alguém que eu me lembro
Conheci em dezembro
Ele me conheceu antes, só ele pra dizer o mês
Tipo como na música contamos coisas iguais diferente
E iguais igualzinho
Que eu lembro e ele também
Era manhã três da tarde é parte do apaixonar-se da música e nosso
Que nos descola do tempo e espaço
Coisas, dias, momentos, lugares pessoas
Por vezes vistos e sentidos de perspectivas diferentes
Com detalhes diferentes
Eu vi nele, ele em mim
Vimos um no outro
Vimos e vemos os outros
Como espelhos de nós mesmo
A anos
Amanhã mais de nós
De ser mais de um em cada um
Felicitações e emoções
Fazendo nesse final de semana desse meu espaço
Meu
Nosso
Posso?

23 de outubro de 2015

"Em mim eu vejo o outro e outro e outro
Enfim dezenas
Trens passando
Vagões cheios de gente
Centenas
O outro que há em mim
É você, você e você
Assim como eu estou em você
Eu estou nele
Em nós
E só quando estamos em nós estamos em paz
Mesmo que estejamos a sós"
Paulo Leminski
Por uma sexta de paz, intensidade e amor

22 de outubro de 2015

Pronto falei!

Lá vou eu me meter em polêmicas, afinal não sou só dos obas e olás. Sem citar diretamente autores e obras, tá meio que me irritando livrinhos vendidos a rodo, histeria nas livrarias e todo um universo fanático e fantástico de muito do mesmo. Temáticas iguais e muitas delas com entrelinhas de feminismo, machismo, morte aos clássicos, modernidade goela abaixo. Princesa independente, que danem-se os príncipes, nada de vestidos rodados, tops e gargantilhas ou nada feito. Títulos com nomes de contos de fadas, referências de contos de fadas e uma mistura de fadas com bruxas, mocinhos com vilões, lições (bem poucas) e desvios de condutas (muitos). Puxado e nocivo sendo que uma geração inteira está lendo sem a devida atenção dos pais, sendo que muitos leem junto e não questionam nada.
Sei lá, eu sou do cada coisa em seu lugar sabe. Quem vai a um show de pop star vai pra ouvir e dar gritos, quem vai a uma livraria ou a uma feira literária é de se esperar outro tipo de comportamentos. Um senhor de idade, uma criança, eu (risos) indo comprar um livro, procurar, sentar para ler equanto espera o horário do cinema, não somos obrigados a ver pessoas desmaiando, gritos, corre-corre porque uma escritora está dando autógrafos. Modos minha gente! Menos minha gente!
Tem quem nem leia meeeesmo os tais livros, são objetos, são dos memes e ter o livro parte da vibe. Tem muitos livros que não dizem nada, são mal escritos, tem os bem escritos também que dizem o que se quer ouvir na adolescência, mas não é o que se deve ouvir, para continuarem lendo, ouvindo, falando e fazendo tudo errado. Faixa etária vale pontuar parece saiu de moda, meninas pequenas lendo histórias de gente grande, categorizada como para gente média.  Princesas em treinamento, em crise, a qualquer preço, idade, viciada e antenada na Netflix e eletrônicos ao invés de sapatos e bolsas que são femininos demais (qual o problema Channel, diz alguma coisa daí por favor). Branca de neve beijando e despertando a Bela Adormecida (pela Editora Rocco, com muitos elogios). E nessa, uma ode a meninas não brincarem mais de boneca e casinha, príncipes no pano de fundo, quando no fundo cada dia mais se vive em disparada atrás de um, disfarçando como se ninguém percebesse. Mensagens de autorrealização, de individualismo, segue uma frase de uma descrição da tal série (pela própria autora) que recortei de por ai e que  inspirou esse post (sempre quis dizer isso) para não parecer que é interpretação minha da obra, é intenção mesmo: “Supera a utopia do felizes para sempre”.
Cartilhas, em pele de romances, provocadores e condutores de condutas em pele de livros,  para jovens, que já bem confusos e contestadores de tudo que são, vão na onda. Eu dou carona e estio a bandeira contra a nova literatura pop. Pronto falei! E para fazer coro, trouxe a voz de quem falou muito do que penso, em entrevista sobre o tema na FLICA que aconteceu aqui em Cachoeira na Bahia, que eu podia ir no último dia, mas desisti, pela muvuca que ia tá lá por conta de ser o dia de escritoras pop star.
"A maioria dos livros que você vê nas livrarias somente te distraem, não te fazem mover um centímetro. Lá no fundo da livraria, há os livros das pessoas atormentadas, a literatura de verdade, que me fazem questionar quem sou, meu papel na sociedade, os valores, tudo.”
"A inutilidade da arte é o que tem de mais maravilhoso. As pessoas me odeiam por dizer isso. Mas, por causa dessa inutilidade, nós conseguimos expandir nossa compreensão da existência nesse planeta. Quero acreditar que o que faço é inútil. Ninguém está me pedindo para escrever um romance, nem estou pedindo para ninguém ler. Escrevo meus livros porque preciso ler um livro que não existe."
Palavras do escritor João Paulo Cuenca, que emendo com as de Manoel de Barros, que não tem fama pop, não teve gritos, feliz por ele e como ele desejo mais meninas, meninos, crianças e adultos com menos certezas, empáfias, menos “autonomias” e mais empatia, que sejamos mais alegres e tristes, livres mais por dentro que por fora. “O ideal seria uma menina boba: que gostasse de ver folha cair de tarde. Que só pensasse coisas leves que nem existem na terra e ficasse assustada quando ao cair da noite um homem lhe dissesse palavras misteriosas. O ideal seria uma criança sem dono, que aparecesse como nuvem. Que não tivesse destino, nem nome, senão que um sorriso triste e que nesse sorriso estivessem encerrados toda a timidez e todo o espanto das crianças que não têm rumo.” (Manoel de Barros)

21 de outubro de 2015

Do passado, presente e futuro

Fui ali de volta num passado nem tão distante registrado nessa foto, para espiar vê se aparece um portal no céu e dele sai o carro com Michael J. Fox dentro. 
Não resisti de participar do coletivo e registrar o dia de hoje, 21 de outubro de 2015, que lá dos idos dos anos oitenta, foi a data que Marty McFly desembarcou no futuro. E registrar também, que aqui estamos, sem skates que voam, a não ser no topo da mega rampa, sem roupas futuristas, com sandálias gladiadoras (dos tempos gregos) na moda, escrevendo (via zap e outros apps mais) como forma preferida de comunicação, uma profusão de tipos como o Biff Tannen. Enfim, esse é o ser humano Mc Fly, vai e vem, vem e vão décadas.
Tenho anotados na agenda os nomes dos filmes da saga, desde o primeirão, tipo eu vi, filmes do momento, sensação. Com atestado de velhice e carteirinha de atual, eis-me aqui participando da brincadeira comemorativa, que vai ter exibição na tv, nos  cinemas, tá cheio de memes e posts na internet, enfim, sou presente, passado e futuro. O céu é o limite, o cinema e os livros são pontes, amo os dois e vou nessa, viajando, com asas por dentro. “Estradas? Para onde vamos não precisamos de estradas”, Doutor Emmet disse, tá dito. Espetacular o Christopher Lloyd nopapel do cientista maluco a quem o parceiro de trilogia em entrevista a Folha de São Paulo se referiu como gênio e disse: "Quando você tem 17 anos, muita coisa parece impossível. O Doc mostrava ao Marty que as coisas eram possíveis."

20 de outubro de 2015

Do dia que é todo dia

Iluminura de um poeta amigo sobre um querido
"Medicina, lei, negócios e engenharia
São ocupações nobres para manter a vida
Mas poesia, beleza, romance e amor 
São razões para ficar vivo"
Frase do filme Sociedade dos poetas mortos
Dos meus prediletos
Li por ai, sem assunto para postar aqui, que hoje é o Dia nacional do poeta e ainda que dia de poeta seja todo dia, assim como dia da poesia, vale compartilhar, reverenciar, comemorar, parabenizar, elevar o ver, sentir, ser, escrever.Não há um decreto que oficialize o dia 20 de Outubro como Dia do Poeta, a data foi escolhida por em 1976, ano em que nasci, em Sampa, ter surgido o Movimento Poético Nacional, na casa de Menotti Del Picchia. O dia 14 de Março também é tido como o dia da classe dos que descrevem borboletas como cores que voam, pois se comemora oficialmente o Dia Nacional da Poesia, em homenagem a Castro Alves, que nasceu nesse dia.
Antigamente, a poesia era cantada e acompanhada pela lira, por isso pertence nos registros e ensinamentos das aulas de Literatura ao gênero lírico e seja lírica, clássica, contemporânea, romântica, realista, surrealista, de cordel, rimada ou não, são palavras com sentimentos mais que com sentidos, com entrelinhas, margens, silêncios, ecos diversos e muitas vezes bem distintos, com licença para inventar, criar, desconstruir, inventar.
Viva os poetas, sem muitos seguidores, tachados de mil formas, desde marginalizados a elitizados, os os reverenciados, os anônimos, os que amo em especial. Aos que viraram estrela a muito tempo e recentemente, fazendo o céu ser ainda mais poesia.

19 de outubro de 2015

Por menos leituras tipo atacado

Bookternet é o nome importado para a cultura dos jovens na internet, um tema atual e portanto um tema a ser pensado e não ignorado, atey mesmo por quem acha que não tem nada a ver com isso ou quem nem sabe do que se trata e não quer saber.
Muitos leitores, especialmente os adolescentes, estão construindo suas identidades na Web, eles fazem parte de comunidades de leitura e escrita, dentre outras tantas e nesses espaços famosinhos ou particulares, o jovem leitor encontra muito do mesmo, tipo escolhas coletivas conduzidas, cujos elementos constitutivos são contra os clássicos e a cultura muitas vezes, fazem pouco caso e até desfazem da leitura e escrita formais, taxadas de conservadoras, estáticas, ultrapassadas. 
Parte dessas comunidades, só pra registrar, nasceram de empreendedores independentes e muitas foram adquiridas por multinacionais com interesses comerciais fortes, com editoras por trás, livrarias e interessados que financiam, conduzem, monetarizam likes e fama.
E os tão antenados jovens e adultos na vibe do ser moderno não questionam o marketing, o comercial, o empacotado dessas comunidades, de muitos livros vazios, muitos tão iguais. Apresentar algo novo, por exemplo e acompanhamento nos bastidores, num meio desses, levar para o vídeo um livro que ganhou de uma amiga escritora ou desconhecida, que pode dar likes mas pode não dar, seja por não ser do momento o tema, não ter capa trabalhada no designer, pela Editora não ser conhecida, não tem perfil nas redes, apelo comercial e por ai vão, Marias e Joãos vão com os outros não partilham na dúvida ou certeza que não vai bombar.
Penso, idealista, romântica talvez que Clubes de compras, de leituras e escritos valem quando multiplicam e dividem, não likes e seguidores, mas variedades, satisfações distintas, usos e leituras perpendiculares e não lineares. Só acho!

16 de outubro de 2015

Do ser com prazer secundário(a)

Isso de todo mundo ter papel de destaque não dá, tanto em histórias de livros, telenovelas, filmes, peças, quanto na vida real. Valendo a teoria e prática, de que é bom ser coadjuvante, passageiro e muitas vezes, o sendo, sem pretensões, ser o centro, o principal.
Importante sem se importar ou gabar, como eu flor do livro Planeta lilás numa das minhas atuações teatrais na infância, sem saber que eu era mais que só uma flor no meio do livro. As histórias inventadas e reais, antigas e novas, contadas e vividas, mostram as significâncias e relevância dos personagens secundários, como por exemplo na famosa, clássica e antiga obra de Homero: A Ilíada, em que Ulisses é o personagem principal, mas a ira de Aquiles tem destaque.
Simples, indiscutível e pouco explorado que Pinóquio não tem sentido e vida sem Jepeto, a história não tem os sentidos e sentimentos despertados sem a fada azul, o Grilo falante e sem a baleia.
O rastro de migalhas de Maria e João ou o caminho de ladrilhos amarelos de Doroty, são mais que caminhos, rotas, são símbolos, cenários, secundários, mas principais. Personagens principais sem secundários, histórias sem cenários, não existe o todo sem as partes. Para refletir, expandir e internalizar o olhar, abrir e fechar portas e janelas, sejamos principais ou secundário, pequenos ou grandes, importantes sempre.

15 de outubro de 2015

O tempo muda o espaço?

Andei muito de bicicleta de lá para cá nesse corredor
E nos blocos
Joguei baleado (adorava), futebol
Brinquei de garrafão, de pisa pé, de Mamãe posso ir
Skate, patins, bambolê, elástico
Lá no fundo a Arena Fonte nova
Em cima da quina do muro amarelo
No primeiro andar, onde por muitos anos morei
Respondendo a pergunta título dessa publicação, penso que as vezes sim, as vezes não, as vezes muito, as vezes pouco e na emenda, as pessoas também mudam, o sentir o olhar e as vezes não. Estar no mesmo lugar ainda que não seja exatamente mais o mesmo, perceber o que mudou, fazer paralelos do que era com o que nossos olhos estão vendo é uma vivência interessante, que pode ser divertida, reveladora, terapêutica.
Dia desses passando a pé (passo muito de carro e ônibus) pela entrada do prédio onde morei na minha infância e juventude, entrei para fotografar, pois poucas fotos eu tenho na área externa do prédio e queria entrar, sentir, respirar o ar ali, além de fotografar, pois foi lá que brinquei muito, foi lá que conheci meu primeiro namorado e marido e se não contei isso aqui já, inclusive que pessoas entraram depois de mim e fecharam o protão e não tinham a chave, emoções diversas), se já trouxe para cá uma das fotos ou foi só lá no Instagram que publiquei, agora já não sei e o tempo curto não me deixa pesquisar antes de postar para lincar. Resolvi uma das fotos colocar, afinal figurinha repetida não completa álbum, mas enfeita a porta de guarda-roupa, o caderno, cartinhas, blogs porque não! E o contar se foi repetido, amigos tem isso, contam e tem que ouvir as vezes as mesmas histórias.
E nesse fiar dessa história dessa foto que ilustra o post com o papo da introdução e prática minha de revisitar lugares, sempre que posso, que me dá na telha ou quando rola sem querer aproveito e recomendo, resolvi fazer ponte com uma dessas matérias, posts, histórias que descobrimos ou nos são apresentadas por alguém via web. Chronica Mobilis, descobri dia desses, é um projeto, uma performance interativa, um jogo com dinâmicas que acontecem simultaneamente dentro de um espaço de exposição e nas ruas, onde o público pode atuar como jogador ou apenas assistir à apresentação no espaço de exibição. A temática, eis a relação com a introdução e a minha pessoal contação, é o tempo e as diferentes maneiras através das quais percebemos e vivemos os lugares em diferentes momentos de nossas vidas. A dinâmica com as pessoas nesse projeto, que imaginei como deve ser, mas confesso não consegui visualizar exatamente, (clica aqui para saber mais) é através de situações vividas na infância, juventude e idade adulta, cada fase representada por memórias do passado a serem descobertas em diferentes lugares.
Essa experiência, jogo, projeto, fruto de um intercâmbio entre brasileiros e espanhóis (olha eu me identificando ainda mais), foi desenvolvido primeiro remotamente e depois presencialmente pela primeira vez entre outubro e novembro do ano passado e vem acontecendo por ai, aconteceu aqui em Salvador esse ano (perdi), vale acompanhar se se interessar, fazer contato.
Passadas algumas informações, feitas as devidas ponderações, que façamos reflexões, oportunizações individuais e em grupos, com intenções ou sem pretensões, com dinâmicas ou não, em família e até sozinhos. Vai lá dia desses no Colégio que estudou na infância, adolescência, rever o lugar, lembrar dos professores, que aproveito para pelo dia hoje, homenagear. Vai naquela mesma praça, naquele mesmo banco, naquele mesmo jardim e se cronicalizar ou poetizar, conta pra mim.

14 de outubro de 2015

Me entregando na real

Assim! Sou sempre a do comer de tudo, do discurso: Sem frescuras minha gente! Seja comida de rua, de feira ou de grife, com higiene básica tá valendo. Mas tenho (já tive mais) frescurices e vou me entregar de bandeja. Fritando bananas da terra e lambuzando elas de açúcar com canela, olhei para as bonitas e ausência fatiada das bolinhas do meio, do caminho central das bonitas me levaram para a da Escola Baiana de Medicina e Saúde pública. 
Calma! Não vou declarar nada cientifico, nem veio de lá nenhuma informação para serem banidos os miolos das bananas. Necessário pontuar, que miolo de bana é uma definição bem minha cara. Entenda-se miolo, aqueles pontinhos pretos, que vale a aula de biologia, não são sementes, são óvulos não fecundados, uma vez que a banana se desenvolve sem que haja fecundação, portanto, não possui sementes.
Uma colega de trabalho achava graça, outra meio que tinha ciúmes, eu trabalhava no CPD (atestado de minha idade o nome desse setor, o tal Centro de processamento de dados, sala de informática, setor hoje fora de moda pois todos os escritórios até o cafezinho já é informatizado). O especial era a banana de dentro ser sem miolo, porque eu disse que gostava assim. 
Dizia também bom dia, boa tarde, a senhora tá bonita hoje, que cara é essa e outras coisinhas doces que me deram a chamada moral. E para arrematar o contar, bananas reais me levam também para escola, tempo em que eu vendia na hora do lanche e sonhos e pãezinhos também, dava a parte de meus pais para eles e o meu eu gastava com adesivos, papéis de carta, lanches, fru-frus e frescuras. Detalhe: Zero chance da turminha da zuação me dizer qualquer coisa, piada, brincadeira de bom ou mal gosto, sabiam de doce eu amargava e quando eu sou boa sou ótima, mas quando não, voam panelas.

13 de outubro de 2015

Momento quiprocó

Quiprocó é uma palavra popular muito usada, seu significado em bom português é confusão. Nos tempos antigos, descobri outro dia, lá nos idos da palavra Farmácia escrita com Ph e não com F, quando o freguês procurava algum remédio que não estava disponível, o farmacêutico recorria a um livro grosso de possíveis substitutos, algo como "este está para aquele" e advinha qual o nome do tal livro? Era em latim tá, bem da época e se chamava: Quid Pro Quo e o processo de busca nele era demorado, confuso e daí o nome do livro passou a significar qualquer coisa que de simples se vire confusão. Assim como meio confuso foi para mim programar e providenciar bonitinhas e assíduas as postagens no final de semana, feriado e ainda estiquei o quiprocó para hoje. Vou tentar amanhã colocar os pingos nos is, tudo em dia, vou tentar.

9 de outubro de 2015

Do por amar, educar

Embora Immanuel Kant seja bastante conhecido e citado, não é suficientemente conhecido, lido e citado em minha opinião e dentro dessa falta de popularidade estão suas ponderações e colaborações pedagógicas. Tantas escolas usando o mesmo referencial teórico e prático e Kant num canto, para não perde o trocadilho.
Muito influenciado por Rousseau, criaram juntos teorias baseadas nos deveres morais dos indivíduos em confronto com a sua liberdade, que nunca devem ser dissociados e dessa concepção a proposta da interiorização das leis morais, que não devem ser determinadas e nem impostas por alguma força externa às pessoas, inclusive pela fé.
"Não dê atenção aos gritos das crianças e não se condescenda com elas, quando querem obter alguma coisa por esse procedimento; mas, se pedem cordialmente, deve-se dar a elas o que é útil" (Kant). Conhecer o bem e o mal, sentir as razões dos deveres do homem não é da alçada de uma criança. A natureza quer que as crianças sejam crianças antes de ser homens. Se quisermos perturbara essa ordem, produziremos frutos precoces, que não terão maturação nem sabor e não tardarão em corromper-se; teremos jovens doutores e crianças velhas (Rousseau).
Educar implica em civilizar e progredir pessoalmente e assim sendo o coletivo. Pela filosofia de Kant, o cuidado é o primeiro estágio da educação, o segundo estágio o é a disciplina ou treinamento, o terceiro a cultura. A prudência é o quarto estágio da educação, consistindo na faculdade de uma pessoa utilizar-se de suas habilidades de um modo socialmente aceito para alcançar seus objetivos. Por fim, o autor trata da moralização, inerente a todas as etapas e que implica direta e substancialmente na formação do caráter de cada indivíduo.
"Os homens que não se pospuseram certas regras não podem inspirar confiança; não se sabe como se comportar com eles". Entretanto, para que o homem tenha essa inclinação para agir corretamente, é necessário que desde a infância ser incentivado a obedecer regras, leis, ter e cumprir horários, rotinas.
Por uma sexta-feira de bagunça e ordem. De alegrias e do ter que lidar com as tristezas. De escolher um brinquedo levar para escola e para o play, praça e também um para doar para quem desde pequeno necessidades passa.